
São
Floriano é o santo da Igreja
Católica considerado
padroeiro dos bombeiros e
dos limpadores de chaminés e protetor das pessoas envolvidas em incêndios. Sua festa é comemorada no dia 4 de maio.
São Floriano nasceu provavelmente no começo do século III
d.C., sob o reino do imperador
romano Diocleciano. Consta que ele era um oficial
romano em uma das legiões estacionadas na Europa,
provavelmente na região da moderna Áustria.
Ele era cristão e era administrador militar da província de Nórica.
Viveu boa parte da vida na cidade de Mantem, próxima a Kems, na atual Alemanha.
Seu oficial superior era Aquilino, comandante da legião romana no
vale do rio Danúbio, onde existiam muitos soldados.
O
mais antigo registro histórico sobre São Floriano foi encontrado num
documento de doação de terras que data do século VIII, onde o presbítero Reginolfo oferecia
para a Igreja Católica algumas propriedades de
terras, entre elas, "as do lugar aonde foi enterrado o precioso mártir
Floriano".
A igreja cristã em
seus primórdios se espalhou rapidamente pelo Império
Romano em especial por suas vias de circulação e também por
seus soldados. O fato de ficarem estacionados em regiões distantes de Roma
devido às conquistas fazia com que os ensinamentos cristãos chegassem aos confins
remotos do império. Muitos mártires cristãos foram do exército romano.
No século III, o imperador
Diocleciano, um governante de grande energia, inteligência e habilidade,
tornou-se perseguidor dos cristãos. Com o auxílio do
genro Galério,
ele iniciou prisões, torturas e expediu um decreto que proibia qualquer culto
cristão e exigindo que qualquer livro religioso fosse destruído. A perseguição
foi estendida também para as legiões, onde os soldados não podiam professar sua
fé, sendo obrigados a jurar fidelidade ao imperador e aos seus
ídolos sob pena de morte. No entanto, muitos militares foram executados por não
terem acatado às ordens de Diocleciono, inclusive Floriano, que, junto com
quarenta companheiros, foi sentenciado à morte por Aquilino.
Os soldados tinham
se apresentado ao comandante para comunicar que eram cristãos e que não
poderiam mais servir ao imperador, o que os levou à prisão. Nenhum dos quarenta
presos, nem Floriano,renunciou a fé cristã. Por conta disso, todos eles foram
sentenciados à morte, com uma pedra amarrada no pescoço e atirados ao rio Enns, tendo sido executados em 4 de maio de 304. Seu corpo acabou
sendo resgatados por cristãos mais abaixo no rio.
Sua veneração foi oficialmente
introduzida na Igreja pelo Martirológio Romano no século VIII, que
manteve esta data para a festa litúrgica. No local da sua sepultura construíram
um convento da Ordem dos Beneditinos. Mais tarde, passou
para as mãos da Ordem dos Agostinianos,
que difundiram a sua memória e a de seus companheiros. Seu culto se popularizou
rapidamente na Áustria e na Alemanha, onde os fiéis recorrem a ele pedindo
proteção em especial contra as inundações. Por essa sua tradição com a água, ao
longo do tempo são Floriano se tornou o protetor contra os incêndios e
padroeiro dos bombeiros.
Diz-se que devido aos
constantes incêndios que sempre assolaram as modestas construções, Floriano
teria criado um pequeno destacamento de legionários para
permanentemente lutar contra o fogo. O nome deste grupamento de homens ficou
conhecido como combatentes do fogo. Há uma lenda que diz que uma noite um
grande incêndio destruía parte da vila que administrava e que ao rogar ajuda a Deus, com um único balde,
ele teria acabado com o fogo.
Em 1138, seus restos mortais foram enviados de Roma pelo Papa Lúcio
III para o rei Cassimiro da Polônia e
para o bispo de Cracóvia, já que São Floriano tinha sido indicado como
padroeiro da Polônia e de Linz, no norte de Áustria
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